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Sustentabilidade e Inovação
- Gestão da Eficiência Hídrica do Sistema de Abastecimento de Água
Gestão da Eficiência Hídrica do Sistema de Abastecimento de Água
Em 2019 os SMAS da Maia arrancaram com o projeto de gestão da eficiência hídrica do sistema de abastecimento de água, com vista a reduzir as perdas de água que cifravam, na altura, os 34%.
Desde então, as medidas de eficiência hídrica implementadas no sistema foram as seguintes:
- Instalação de 27 Zonas de Medição e Controlo e 2 Válvulas Redutoras de Pressão – esta medida permitiu a sectorização primária (8 zonas) e secundária (19 zonas) da rede de distribuição de água;
- Monitorização em contínuo de caudais e pressão;
- Pesquisa ativa de fugas através de equipas que percorreram periodicamente o território municipal munidas de tecnologia adequada;
- Reparação mais célere de fugas e avarias;
- Substituição de contadores envelhecidos e desgastados;
- Levantamento cadastral rigoroso da rede de distribuição de água;
- Implementação do Sistema de Informação Geográfica (SIG);
- Integração de Software de Gestão Operacional nas equipas que gerem as redes de água e saneamento;
- Acompanhamento dos consumos dos “grandes” clientes;
- Deteção de ligações ilícitas;
- Controlo de volumes adquiridos no sistema de abastecimento em alta;
- Controlo de consumos autorizados (Ex: empreitadas na rede de distribuição de água e consumos próprios);
- Identificação dos locais com mais avarias e fugas.
Em 2024, as perdas de água atingiram os 16.5%, valor que indica uma poupança global de 7,5 mil milhões de litros de água desde que este projeto teve início, traduzindo-se diretamente na poupança global de 3,3 milhões de euros em água que não foi necessária adquirir.
Cientes que há margem para melhorar, os SMAS da Maia arrancam o novo projeto de melhoria da eficiência hídrica, em 2025, com vista a atingir 14% de perdas de água em 2028. Este novo projeto preconiza a implementação de medidas de 2º nível na gestão da rede de abastecimento de água e reforço/consolidação de medidas de 1º nível, como seja:
- Otimização e reconfiguração das Zonas de Medição e Controlo (ZMC) existentes, com base na análise histórica de caudais mínimos noturnos, ocorrências e padrões de consumo;
- Gestão de pressões, incluindo a instalação de novas válvulas redutoras de pressão;
- Reforço da monitorização em tempo real, através da expansão do sistema de telemetria de consumos de água e integração de dados operacionais em plataformas de apoio à decisão;
- Modelação hidráulica do sistema de distribuição, método que permite simular cenários, antecipar falhas e apoiar a priorização de investimentos;
- Pesquisa ativa de fugas direcionada e baseada em dados, privilegiando intervenções de maior retorno técnico e económico;
- Continuidade na substituição seletiva de contadores, com enfoque nos consumidores de maior impacto e em zonas críticas, incluindo a introdução gradual de contadores com sistema de telemetria;
- Reforço do controlo de consumos não faturados autorizados e da deteção de consumos anómalos;
- Acompanhamento contínuo dos indicadores de desempenho (KPI) do Balanço Hídrico, alinhados com as melhores práticas nacionais e internacionais.
Este novo projeto vem consolidar a política sustentada de eficiência hídrica, assegurando a redução progressiva da água não faturada, a otimização dos custos operacionais, a melhoria da fiabilidade do serviço e uma utilização mais responsável dos recursos hídricos, em linha com os desafios ambientais e regulatórios atuais.