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- P-RAI - PROJETO DE REDUÇÃO DAS AFLUÊNCIAS INDEVIDAS NA REDE AR
P-RAI - PROJETO DE REDUÇÃO DAS AFLUÊNCIAS INDEVIDAS NA REDE AR
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Ao longo das últimas décadas, os SMAS da Maia efetuaram o investimento na infraestruturação de redes de abastecimento de água e saneamento de águas residuais, acompanhando o desenvolvimento do território municipal e garantindo uma taxa de cobertura de 98%.
Os desafios atuais focam-se na sustentabilidade das infraestruturas ao nível operacional, ambiental e financeiro, mas também de segurança e resiliência face ao impacte das alterações climáticas.
Nas zonas densamente urbanizadas, um pouco por todo o país, verifica-se que a rede de saneamento tem sido, ao longo dos tempos, utilizada para o desembaçamento de águas pluviais. O Município da Maia não foi exceção.
De facto, em situações de maior pluviosidade ocorre a sobrecarga da rede pública de saneamento e das estações de tratamento de águas residuais, devido à quantidade de água da chuva que circula nessas infraestruturas, incapacitando-as de funcionar normalmente e, muitas vezes, originando inundações, colapsos e o levantamento de tampas na via pública.
Mas, idealmente, as águas pluviais devem ser drenadas na respetiva encaminhando-as diretamente para as linhas de água e lençóis freáticos, restabelecendo o ciclo da água.
Nesta conjuntura surge o projeto de Redução das Afluências Indevidas no Sistema de Drenagem de Águas Residuais do Município da Maia que os SMAS da Maia estão a levar a cabo no território municipal. Pretende-se responder a este problema através da inspeção das redes públicas e prediais de águas pluviais e de saneamento de águas residuais.
Através deste diagnóstico rigoroso, realizado com recurso às mais modernas tecnologias de inspeção, os SMAS da Maia estão a reunir condições para projetar o futuro das infraestruturas essenciais e contribuir para a sustentabilidade do território e valorização das condições de vida na Maia.
ESTAMOS A DIAGNOSTICAR
As afluências indevidas são qualquer volume que aflui indevidamente à infraestrutura de saneamento de águas residuais, constituindo um dos principais problemas dos sistemas de drenagem de águas residuais (SAR) e de águas pluviais (SAP).
Os SMAS da Maia estimam que o volume de afluências indevidas que aflui à rede de saneamento nos últimos anos, ronda os 30% da água tratada nas 3 estações de tratamento de águas residuais.
Reduzir as afluências indevidas no sistema de saneamento de águas residuais é uma prioridade para os SMAS da Maia, face ao impacto económico significativo que acarreta – diminuição dos custos de operação e manutenção – além de outro das mais valias seguintes:
● Aumento da vida útil das infraestruturas;
● Minimização de impactes ambientais, com a diminuição de descargas de emergência de águas residuais não tratadas no meio hídrico;
● Redução de consumos energéticos e consequente diminuição das emissões de gases com efeito de estufa;
● Diminuição de incómodos à população, decorrentes de inundações e colapsos.
O Projeto de Redução de Afluências Indevidas à Rede de Drenagem de Águas Residuais do Município da Maia teve início em fevereiro de 2026 e foca-se no estudo e implementação de medidas conducentes à redução do volume de afluências indevidas ao sistema de drenagem de águas residuais do município, permitindo identificar e eliminar as origens de tal fenómeno, bem como estabelecer um mecanismo de monitorização necessário a uma gestão sustentada do sistema.
Genericamente, que tem vindo a ser implementadas e que permitirão identificar os locais onde estas ligações indesejadas ocorrem, são as seguintes
● Inspeção vídeo dos coletores;
● Inspeção visual de infraestruturas;
● Ensaios de fumos;
● Monitorização de caudais;
● Avaliação da condição infraestrutural;
● Avaliação cadastral;
● Identificação de anomalias de desempenho hidráulico, operacional e ambiental;
● Contributo para a definição de ações corretivas para a reabilitação das infraestruturas públicas e a instalação de soluções de controlo.
Etapas do Projeto
O projeto teve início nas freguesias de Vila Nova da Telha e Moreira, estando atualmente a decorrer nas freguesias do Castelo da Maia, Folgosa e Nogueira e Silva Escura.
A Fevereiro 2026, foram inspecionados cerca de 100 km da rede de coletores de água residual e 6590 caixas de visita e caixas ramal de ligação.
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TÉCNICAS DE RASTREIO E ANÁLISE
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O que são? Como se realizam?
O ensaio de fumo consiste na injeção de fumo branco nos coletores de águas residuais ou de águas pluviais, através das caixas de visita e das caixas de ramal de ligação, de modo a identificar problemas estruturais, defeitos nas juntas, captações indevidas de águas pluviais e outras irregularidades.
Os técnicos dos SMAS da Maia conjuntamente com empresa especializada, devidamente identificados, injetam o fumo branco na rede a inspecionar, através de uma máquina geradora de fumos. Após o início do ensaio, os técnicos vão tentar identificar zonas onde surja o aparecimento de fumo branco.
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Existe a possibilidade do fumo entrar no interior dos edifícios?
Não é espectável que o fumo entre no interior edifícios. Se entrar fumo no interior do edifício, é sinal que os sifões da rede predial não estão a funcionar corretamente. Esta situação pode ocorrer devido a defeitos estruturais na rede de saneamento interna pelo que deve ser contactado um canalizador o quanto antes.
Os ensaios de fumo são realizados a partir da via pública, pelo que não é preciso a presença de pessoas particulares para a realização.
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O fumo é perigoso?
O fumo utilizado é absolutamente inócuo, não apresentando riscos para a saúde humana, dos animais ou das plantas. Não deixa vestígios, nódoas, nem potência o risco de incêndio.